Maia questiona se Weintraub estava 'fugindo' e diz que 'ninguém queria que ele ficasse no Brasil' | Portal de Notícias
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Maia questiona se Weintraub estava 'fugindo' e diz que 'ninguém queria que ele ficasse no Brasil'

24/06/2020










O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta terça-feira ser estranha a mudança da data de demissão do ex-ministro da Educação Abraham Weintraub. No Diário Oficial da União publicado nesta manhã, o governo alterou a data da exoneração de sábado para sexta-feira, quando o ex-ministro ainda não havia desembarcado nos Estados Unidos. Weintraub saiu do Brasil na sexta-feira ainda com as prerrogativas de ministro de Estado, sem ter sua demissão formalizada.


- Não entendi por quê. Ele estava fugindo de alguém? Estranho, não é? Essa é a primeira vez na História que alguém diz que está exilado e tem o apoio do governo. Geralmente é o contrário. As pessoas fogem porque estão sendo perseguidas por um governo. Então, eu acho que é uma coisa meio atabalhoada. Não faz muito sentido. Ninguém está sentindo a falta dele no Ministério da Educação. Ninguém queria que ele ficasse no Brasil de qualquer jeito, porque de fato é uma pessoa que mais atrapalhou do que ajudou - disse Maia.


O governo americano fechou as fronteiras do país a brasileiros por conta do coronavírus, com uma exceção para funcionários governamentais com passaporte diplomático. A norma, porém, determina que aqueles que "contornarem a aplicação dessa proclamação através de fraude, deturpação intencional de um fato material ou entrada ilegal serão prioridades na remoção pelo Departamento de Segurança Interna".


O governo alega que o próprio Weintraub havia pedido originalmente que sua saída do cargo valesse a partir de sexta-feira. A Secretaria-Geral, responsável pela elaboração e publicação dos atos no Diário Oficial, divulgou nota afirmando que a carta em que Weintraub pediu a demissão só foi entregue ao titular da pasta, Jorge Oliveira, no sábado, e por isso a demissão foi publicada no DOU nesse dia.


- Não entendi essa necessidade toda de se criar um ambiente para ele sair correndo do Brasil. Até porque ele está sendo indicado para um banco internacional. Certamente ele teria autorização dos Estados Unidos para entrar no país. Não entendi. Uma confusão que eu não consegui entender até agora o objetivo dela - acrescentou Maia.


Nesta tarde, o presidente da Câmara, em entrevista à imprensa, também falou sobre projetos que estão sendo discutidos no Congresso. Ele afirmou que os deputados ainda precisam analisar proposta que será votada no Senado para que as eleições municipais deste ano sejam adiadas. Os senadores analisam nesta terça-feira uma proposta neste sentido, com a realização do pleito a partir de novembro, com janela para ser estendida até dezembro, a depender das condições sanitárias de cidades. Segundo Maia, na Câmara, ainda não há consenso sobre o assunto.


- O Senado está discutindo. deixa o senado aprovar e depois vou estudar a matéria e colocar o meu ponto de vista, assim como os deputados. não parei para estudar - disse Maia, que acrescentou: - A única certeza é que precisamos dialogar, já que ainda não temos votos na Câmara.


Maia também defendeu a prorrogação, por mais dois meses, do pagamento de R$ 600 para o auxílio emergencial.












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