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Bolsonaro recebe secretário de educação do PR, cotado para o comando do MEC

22/06/2020

(JBCNEWS - DF) - As negociações para levar Feder ao cargo foram capitaneadas pelo governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD). Segundo aliados, o nome teria sido uma sugestão do ministro das Comunicações, Fábio Faria (PSD).


Feder tem o apoio também da ala militar do governo, que busca um nome técnico e distante de polêmicas para comandar a pasta. 


O secretário de Educação paranaense, além da experiência na gestão estadual, foi professor, diretor de escola e tinha uma organização não-governamental na área de educação. A indicação também visa a agradar a comunidade judaica.


Feder ainda é defensor do modelo de escolas cívico-militares, uma das principais plataformas do presidente Jair Bolsonaro na área da educação.


O governador do Paraná já teria avisado ao Planalto que dá sinal verde para o governo levar o seu secretário.


Na última quinta-feira (18), o ex-ministro Abraham Weintraub deixou o comando da pasta em meio a investigações do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre declarações dele em defesa da prisão de ministros da Corte e também suposto crime de racismo cometido contra a população chinesa.


CENTRÃO


As negociações envolvendo o nome de Renato Feder, por outro lado, desagradaram presidentes e líderes partidários do centrão. Apesar de o presidente Jair Bolsonaro afirmar que Fábio Faria foi uma indicação pessoal, o fato é que o PSD passará a controlar dois ministérios.


O PP já comanda o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que tem um orçamento de R$ 54 bilhões para este ano, além de ter uma diretoria. O PL indicou um diretor do órgão. Hoje o fundo tem grande preponderância no orçamento da pasta e até na formulação de políticas públicas.


Políticos do PP, PL e Republicanos já avisaram que vão buscar mais espaço no governo, reivindicando inclusive cargo de ministro. Até agora, esses aliados assumiram secretarias e presidências e diretorias de estatais.


Presidente do Republicanos, Marcos Pereira (SP), por exemplo, já sinalizou interesse em voltar a comandar o extinto Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, área que hoje está sob comando do ministro da Economia, Paulo Guedes.


Já o cargo de ministro da Saúde é visto, no momento, com cautela por políticos do centrão, que acham que não vale a pena o desgaste por conta da pandemia do coronavírus.



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