Alcolumbre conversou com delegado da PF para impedir busca e apreensão no gabinete de Serra | Portal de Notícias
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Alcolumbre conversou com delegado da PF para impedir busca e apreensão no gabinete de Serra

22/07/2020

(JBCNEWS-DF) — Em meio à tentativa da Polícia Federal de cumprir mandados de busca e apreensão no gabinete do senador José Serra (PSDB-SP) na manhã desta terça-feira, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), intercedeu pessoalmente para debelar a ação. Ele conversou por telefone com o delegado que comandava a operação para impedir o avanço dos agentes, que já estavam no corredor da Casa. Em viva-voz, a ligação foi feita do celular do advogado-geral do Senado, Fernando Cunha, que alegou haver abuso de autoridade na ação da PF. Segundo Cunha, era necessária uma autorização judicial do Supremo Tribunal Federal (STF) para que a ação mirando Serra, que tem foro privilegiado, fosse adiante.


A conversa telefônica, articulada no corredor do Senado, foi presenciada pelos policiais federais que tentavam cumprir os mandados e pela Polícia Legislativa da Casa, que seguia as ordens de Alcolumbre. O grupo ficou na porta do gabinete de Serra até a divulgação da liminar do presidente do STF, ministro Dias Toffoli, que suspendeu a busca e apreensão a pedido do Senado. A Polícia Federal, então, deixou o Parlamento.


O ministro argumentou que, no material apreendido, poderia haver documentos referentes à atividade parlamentar de Serra, sem relação à investigação que apura recebimento de caixa dois, o que ensejaria a competência do Supremo no sentido de resguardar os direitos do membro do Congresso Nacional. O mandado de busca e apreensão havia sido expedido pelo juiz Marcelo Antônio Martins Vargas, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo. Serra é suspeito de receber R$ 5 milhões durante a campanha ao Senado em 2014 por meio de caixa 2. A operação deflagrada hoje é a terceira fase da Lava-Jato na Justiça Eleitoral de São Paulo.


Em delação premiada, o ex-diretor-presidente de um dos braços da empresa Qualicorp no setor de planos de saúde, Elon Gomes de Almeida, admitiu o pagamento para a campanha do tucano. É a primeira delação premiada que envolve o setor de planos de saúde.



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